sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Felipe & Ágatha.

Sabe? eu sempre gostei de escrever e há alguns dias me senti inspirada pra tentar(pela primeira vez) fazê-lo. Sabe aquelas novelas virtuais, geralmente chamam de webs? Pronto! Essa é como uma delas *-------* tomara que eu me saia bem xD
A proposta da minha estória é de um amor. Não um amor de filmes e novelas, não um conto de fadas. Um amor de verdade, da vida real. Aquele que nos fere e nos machuca mas que não conseguimos controlar. Então, é isso. Vamos lá (yn):







Oi, Meu nome é Ágatha Tavares, tenho 30 anos e venho contar minha história. Bem, podemos começar mostrando a vocês o que acontecia entre a gente:

- Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiipe! - Dona Nelly ouviu a amiga do filho chamar.
Ágatha! sempre que ela chega é esse alvoroço - pensou e sorriu.

Como sempre Dona Nelly foi atendê-la pois o filho estava dormindo:

- Boa tarde ágatha! como vai essa menininha linda? O Felipe está no quarto. Dormindo pra variar. - sorriu.
- Boa tarde tia nell! não se preocupe, eu vou lá e dou um jeito nesse dorminhoco rapidinho. - eu sorri e me dirigí às escadas em direção ao quarto do Lipe, deixando dona Nelly pensativa na sala:
- Essa menina é mesmo uma lindeza! Não sei como o Lipe ainda não namora com ela! ela é perfeita. Crianças! - D. Nelly sorriu consigo mesma e voltou a seus afazeres.

Abrindo a porta do quarto encontrei o Lipe lá,todo espalhado na cama e começei a pular em cima dele para acordá-lo.
- Acoooooooooooooooooorda lipe! - eu ria sem parar.
- Ahh não gatinha! TEM que ser você num é? me deixa dormir mais um pouco? só um pouquinho. - praticamente implorou Lipe.
- Nada disso! o dia está lindo! nós vamos sair! vaai lipe! levanta! deixa de ser chato! - insistí.

Eu era a única que conseguia acordar o Felipe sem enfrentar o mal-humor dele. Não! comigo era diferente! eu podia, afinal... éramos melhores amigos.

Felipe tinha 18 anos. Não era muito alto, moreno, sorridente e tinha o cabelo ruim (coisa que ele odiava).
Eu tinha 16 anos. Era um pouco mais alta que o Lipe, branca (pra não dizer branquiísiima), olhos castanhos, cabelos pretos e cacheados. O Lipe me chamava de gatinha. Sabe como é ? Ágatha-Ágatinha-Gatinha. mas só o Lipe podia me chamar assim. Era algo restrito aos nós.
Sim, éramos melhores amigos! Não nos desgrudávamos. Todos os dias estávamos lá, juntos. Se o Felipe não fosse à minha casa... eu concerteza iria na dele.

Bem, depois de pronto, o Lipe e eu fomos caminhar. Nós adoravam isso por ter mais tempo para passar juntos. Moravamos no mesmo condomínio, e lá tinha uma praça. Onde a gente gostava de fazer nossa caminhada e conversar.
Lá estava a gente de novo... rindo! Como ríamos! Era sempre assim... Quando estávamos juntos não havia tempo ruim. A gente falava sobre tudo! nunca faltava assunto.

Nesse ponto da conversa Lipe estava zombando comigo e eu estava batendo nele. Isso acontecia freqüentemente. Ele havia me deixado brava e eu decidiu ir pra casa. Claro que estava só fazendo charminho. Eu não conseguia ficar com raiva dele. Nunca! E ele sabia disso.




Eram 20hrs em ponto. Eu estava pronta. Ansiosa pela chegada do Lipe. Era sempre assim... ás 20hrs ele chegava(em ponto), ia me buscar para nos encontrarmos com nossos outros dois amigos na praça.
Hoje o Lipe chegou um pouco atrasado e teve de ouvir as minhas reclamações, mas acabamos nos entendendo.

Chegamos na praça e lá estavam: Laryssa & Paulo. A Lary & o Paulinho. Formavam junto com a gente um grupo inseparável. A gente ficava lá sempre até ás 23hrs.




Riamos, conversávamos, comíamos. Era sempre uma diversão.

A Lary & o Paulinho haviam começado a namorar há alguns meses mas não dispensavam a nossa compania . Não entendiam o porque nunca havia algo entre a gente. - Eu e o Lipe.
Na verdade, nem eu entendia. Quem nos visse teria a clara impressão de um casal de namorados. Tava na cara que a gente tava apaixonado. Mas mesmo de tanto tempo e de tantos "empurrõeszinhos" que nossos amigos nos deram nada havia acontecido.

A noite passou e a gente nem percebeu, chegou a hora de ir. A Lary resolveu ficar mais um pouco com o Paulinho. E o Lipe, como habitualmente fazia, foi me levar até o meu apartamento e foi para o seu próprio. A gente estava de férias e assim tínhamos bastante tempo para curtir ainda.

Eu fazia o 2° ano do Ensino Médio. O Lipe já havia terminado o colegial e estava estagiando em uma empresa. Era um trabalho cansativo mas recompensador, com o dinheiro que ganhava podia sair bastante com os amigos e era só com isso que ele se preocupava.

Ele estava sempre lá quando eu precisava. Me tratava com um carinho enorme e sempre nos demos muito bem. Passávamos hooooooras e hoooras juntos. Eu amava aquilo. Conheci o Lipe quando tinha una 12 anos de idade e nos entendemos de primeira. Fazia dois anos que eu tinha percebido que sentia algo diferente por ele. Quando eu estava com o Lipe... Era mágico sabe? Eu ficava feliz de tal maneira que esquecia o mundo e os problemas. O sorriso não saía do meu rosto e eu não via o tempo passar. As vezes ele parecia sentir o mesmo... às vezes! Tínhamos todas as oportunidades possíveis, mas nada acontecia. Não entendia o porque. Eu deixava na cara dele que queria. Aquela situação estava me matando. Mas o que eu podia fazer? às vezes eu tinha vontade de agarrá-lo sabe? mas e se ele não gostasse? Se não quisesse? ah! se ele não quisesse não íamos poder nem ser amigos! Eu tinha medo disso... Não conseguia arriscar!









Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário